Studium (no. 31 2010)

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Date

May 26, 2011

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Reconocimiento-No comercial-Sin obras derivadas 2.0 Genérica , http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.0/deed.es


Keywords

Fotografía Teoría de la imagen Arte Discurso

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Instituto de Filosofia e Ciencias Humanas UNICAMP - Compilador/a o Editor/a IFCH, « Studium (no. 31 2010) », CLACSO, Repositorio Digital, ID : 10670/1.hvioo2


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Abstract 0

A revista Studium, na edição número 31, mantém sua missão acadêmica de propiciar visibilidade a investigações originais sobre a expressão em fotografia ou com fotografia. Apresentamos ensaios no âmbito das teorias da imagem, da fenomenologia poética, dos estudos de sintaxe, da história da arte, e dos processos criativos, de forma a compor um relacionamento dialógico entre os textos e não apenas mais um eixo temático sobre o fotográfico. Trata-se de um número especial, no qual contamos com a contribuição de pesquisadores cujos currículos revelam aderência ao que estão apresentando, ampliando nosso repertório sobre os processos da expressão fotográfica. Carlos Fadon Vicente, através da obra audiovisual Dolores (2003-2009), construída em hipermídia no ambiente da “paisagem e da gráfica urbana”, faz uma investigação sobre imagens centradas na observação da presença do feminino nos cartazes de rua na cidade de São Paulo. O artista reflete sobre a concepção e a realização de sua obra e nos propicia uma ampliação conceitual, quando apresenta um relacionamento entre a expressão e a investigação do processo criativo: relacionamento híbrido e epistemológico. Carlos Murad discute uma “metafísica poética da luz” presente na “filosofia do imaginal” de Gaston Bachelard. Sua intenção é operar uma associação metodológica com o imaginário poético presente em fotografias de Hiroshi Sugimoto e Ralph Meatyard, considerando o que chama “as evasões fabulares do olhar criador no flamejante e no cristalino”. Seu artigo contribui de forma significativa para o estudo ainda pouco explorado da fotogenia na expressão “fotopoética”. Celso Guimarães apresenta o pensamento da chamada Subjektive Fotografie (Fotografia Subjetiva) e suas relações com o processo de criação fotográfica no mundo moderno, a partir do pensamento emblemático de Otto Steinert, que influencia e transforma os conceitos da fotografia como arte a partir de 1950. Com a experiência do convívio com Steinert, este artigo nos ajuda a compor e ampliar o quadro de referência sobre esse importante período da imagem fotográfica na Alemanha. Cláudio da Costa indaga sobre qual foi “o lugar da fotografia no arquivo moderno da produção de discursos e visibilidades” e ainda sobre que “espaço foi reservado a essa técnica para a visibilidade de suas imagens”. Trabalhando com o problema das poéticas do arquivo, assunto ao qual vem se dedicando em pesquisas recentes, o autor atualiza os leitores sobre essa discussão fundamental para as teorias da imagem. Luciano Vinhosa considera uma fotografia que cumpre um papel documental nos “registros dos happenings, das ações corporais, das obras em sítios específicos, das intervenções efêmeras ou em lugares inacessíveis”. Em seu artigo, discute se esses documentos não se constituíram como “objetos de nossa experiência estética, tornando-se, assim, um tipo de evento artístico específico”. Uma argumentação fundamental sobre um tipo de experiência fotográfica anteriormente relegada a níveis meramente utilitários. Susana Dobal entrevista André Rouillé, autor de várias obras sobre fotografia, sendo a mais recente A fotografia: entre documento e arte contemporânea que foi editada em 2009 aqui no Brasil, pela editora Senac. A apropriação da fotografia pela arte contemporânea, a história da fotografia, as teorias sobre ela e a filosofia são as referências com as quais o autor dialoga para identificar como se deu a transição da fotografia como documento para a fotografia como escrita. Finalmente, gostaria de agradecer ao artista Christian Marclay, a Paula Cooper Gallery de Nova Yorque, pela especial atenção ao ceder os direitos da imagem Magnetic Fields da serie “Body Mix”, que figura na capa desta edição. Mauricius Martins Farina Agosto de 2010.

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