A CANÇÃO DE PROTESTO "LATINO"-AMERICANA DAS DÉCADAS DE 60 E 70: TRÂNSITOS E DISSOLUÇÕES FRONTEIRIÇAS

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August 6, 2018

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Letícia Porto Ribeiro et al., « A CANÇÃO DE PROTESTO "LATINO"-AMERICANA DAS DÉCADAS DE 60 E 70: TRÂNSITOS E DISSOLUÇÕES FRONTEIRIÇAS », Hyper Article en Ligne - Sciences de l'Homme et de la Société, ID : 10670/1.u2dmbn


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RESUMO: A canção de protesto fez parte do cenário cultural na América "Latina" durante a década de 60/70 em diferentes países da região. Em muitas dessas canções havia propostas de união dos povos latino-americanos contra as explorações de classes, estadunidense ou em prol da construção do socialismo. Este artigo tem como objetivo analisar como a ideia dessa união "latino"-americana foi proposta por músicos de protesto nas décadas de 60 e 70, realizando, simultaneamente, uma abordagem crítica do conceito de América "Latina". Além de reconhecer o potencial de articulação inerente a essas propostas, queremos aqui identificar as implicações de raça, etnia e classe incorporadas no significante América "Latina", discutindo as importantes exclusões que esse termo implica e determina. O apoio metodológico se dá por meio da teoria decolonial, principalmente em autores como Mignolo e Dussel, e pelas reflexões conceituais trazidas por Bhabha. Palavras-chave: Música. América Latina. Nova canção. Canção de protesto. Fronteiras. A canção de protesto fez parte do cenário cultural na América "Latina" durante a década de 60/70 do século XX em diferentes países. Em muitas dessas canções havia propostas de união dos povos latino-americanos contra a exploração de classe, contra a exploração estadunidense ou em prol da construção do socialismo. A composição musical se dava, também, buscando transpor fronteiras nacionais-com uso de instrumentos e ritmos de países vizinhos, ou interpretação de canções originárias de diferentes países da região. Este artigo tem como objetivo analisar como a ideia dessa união "latino"-americana foi proposta por músicos de protesto nas décadas de 60 e 70, realizando, simultaneamente, uma abordagem crítica do conceito de América "Latina". Além de reconhecer o potencial de articulação inerente a essas propostas, queremos aqui identificar as implicações de raça, etnia e classe incorporadas no significante América "Latina", discutindo de forma crítica as importantes exclusões que esse termo implica e determina. O apoio metodológico se dará por meio da teoria decolonial, principalmente autores como Mignolo e Dussel,

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