Nosso conhecimento vale ouro: sobre o valor do trabalho de campo

Metadatas

Date

March 16, 2015

type
Language
Identifier
Relations

This document is linked to :
info:eu-repo/semantics/reference/issn/0102-4302

This document is linked to :
info:eu-repo/semantics/reference/issn/2357-738X

Organization

OpenEdition

Licenses

https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ , info:eu-repo/semantics/openAccess



Cite this document

Edilene Coffaci de Lima, « Nosso conhecimento vale ouro: sobre o valor do trabalho de campo », Anuário Antropológico, ID : 10.4000/aa.650


Metrics


Share / Export

Abstract Pt En

A Antropologia tem sido definida por sua metodologia: o trabalho de campo. No contexto contemporâneo, entretanto, são muitas as transformações e as negociações entre pesquisadores e grupos pesquisados que podem se prolongar por caminhos imprevistos. Procurarei neste artigo abordar algumas delas a partir da pesquisa entre os Katukina (pano), localizados no Acre, ao longo de vinte anos. A frase que dá título ao artigo pretende resumir as transformações em torno das negociações sobre a presença da antropóloga em campo, quando parecem se tornar insuficientes a militância e a parceria políticas. Buscar-se-á, a partir deste caso particular, mostrar como a posição das lideranças se gestou gradualmente e se articulou com a valorização cultural relacionada à popularização do kampô no meio urbano e ao suposto risco de biopirataria. Qual o valor, afinal, do trabalho de campo para os diferentes sujeitos e que os coloca momentaneamente em desacordo?

Anthropology has been defined by its methodology: fieldwork. In the contemporary context, however, there are many transformations and negotiations between researchers and the groups researched that may take unforeseen paths. I will try here to address some of them from the research done among the Katukina (pano), located in Acre, over twenty years. The phrase that gives the title to the article summarizes the changes surrounding the negotiations on the presence of an anthropologist in the field when they fail to make political partnerships. Departing from this particular case, we will show how the position of the leaders developed gradually and articulates the cultural recovery period, related to the popularization of kambô in the urban environment and to the alleged risk of biopiracy. After all, what value does the fieldwork have for the different subjects, and which studies put them momentarily at odds?

document thumbnail

From the same authors

Export in