Les NTIC au Cap-Vert. Des médias à l'avènement d'une société de l'information ?

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Date

2004

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Lusotopie

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Persée

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Michel Lesourd, « Les NTIC au Cap-Vert. Des médias à l'avènement d'une société de l'information ? », Lusotopie, ID : 10670/1.d3a0ue


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Os NTIC em Cabo Verde : Meios de comunicação social no dealbar de uma sociedade da informação ? Cabo Verde atravessa uma revolução tecnológica que pretende inserir esse pequeno país arquipélago na «modernidade» do séc. XXI. A vontade de dominar os NTIC está na origem duma ambiciosa política de infraestruturas que já vem dos anos 90, embora só recentemente (2003) é que existam as bases duma verdadeira «sociedade cabo-verdiana da informação» com um enquadramento jurídico e institucional ainda inacabado e com actores da sociedade dominados pelo principal papel do estado e pelo operador exclusivo, Cabo Verde Telecom. Democracia, liberdades, unidade nacional só podem ser reforçadas por esta política onde a «governação electrónica» se fundamenta na informação, na comunicação e na transparência. O desenvolvimento dos meios electrónicos de comunicação social e dos sites da Internet sobre a vida política e dos cidadãos concede a estes mais possibilidades de participação e controlo. Contudo, a ciber-participação dos cidadãos ainda está longe de ser um dado adquirido. A incipiente sociedade cabo-verdiana da informação encontra-se actualmente muito desequilibrada porque as «fracturas numéricas» social e espacial são o reflexo da pobreza da população e dos territórios e são acompanhadas por uma dependência tecnológica, comercial e cultural acrescida.

The New ICT in Cape Verde : From the Media to the Advent of the Information Society ? Cape Verde is in the throes of a technological revolution aimed at bringing this small country into the «modernity» of the 21st century. This determination to master the New ICT has led the archipelago to undertake an ambitious infrastructure policy since the 1990s. But it is only very recently (2003) that the foundations of a veritable «Cape Verdian information society» have come into existence, with an as yet incomplete legal and institutional framework and with protagonists in this society who are dominated for the moment by the major role of the State and of the exclusive operator, Cabo Verde Telecom. Democracy, freedoms and national unity can only be strengthened by this policy in which «electronic governance» is based on information, communication and transparency. The development of electronic media and websites about political life and citizenship provides citizens with increased opportunities for participation and control. But the cyber-participation of citizens is far from having being achieved. The emerging Cape Verdian information society is currently inequitable : the social and spatial «digital gap» reflects the poverty of the populations and territories and go hand in hand with increased technological, commercial and cultural dependence.

Le Cap-Vert est engagé dans une révolution technologique qui prétend insérer ce petit pays archipel dans la «modernité» du XXIe siècle. La volonté de maîtriser les NTIC lui fait réaliser depuis les années 1990 une ambitieuse politique d'infrastructures. Mais ce n'est que très récemment (2003) qu'existent les bases d'une véritable «société capverdienne de l'information», avec un cadre juridique et institutionnel encore inachevé et des acteurs de la société dominés par le rôle majeur de l'État et l'opérateur exclusif Cabo Verde Telecom. Démocratie, libertés, unité nationale ne peuvent qu'être renforcées par cette politique où la «gouvernance électronique» est fondée sur l'information, la communication et la transparence. Le développement des médias électroniques et des sites Internet concernant la vie politique et citoyenne donne au citoyen une possibilité accrue de participation et de contrôle. Mais la cyber-participation citoyenne est loin d'être acquise. La société capverdienne de l'information en devenir est actuellement inéquitable : les «fractures numériques» sociale et spatiale sont le reflet de la pauvreté de la population et des territoires, et elles s'accompagnent d'une dépendance technologique et commerciale et culturelle accrue.

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